Resumo
Como forma de ampliar o acesso ao transplante para pacientes onco-hematológicos do sistema público, a BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo está conduzindo um projeto que disponibilizará leitos destinados a transplantes de medula óssea de diferentes tipos (AP, NAP, e autólogo) e ainda, incluirá coletas para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), banco de dados brasileiro que reúne informações de doadores voluntários de medula óssea, visando reduzir o tempo de espera para transplantes não aparentados - quando o doador e o receptor não possuem vínculo familiar, mas há compatibilidade.
Introdução
O Sistema Nacional de Transplantes (SNT) é responsável pela coordenação de todo o processo de transplantes no Brasil, sendo o maior sistema público de transplantes do mundo, tendo a maior parte sido financiada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entretanto, uma questão persistente é a centralização da capacidade de realização de transplantes de medula óssea em algumas regiões do país. Notavelmente, segundo os dados do CNES (Cadastro nacional de estabelecimentos de saúde) a maioria dos 262 centros transplantadores de medula cadastrados estão localizados na região Sudeste, e cerca de 40% desses centros pertencem a instituições privadas.
Com o objetivo de expandir o acesso a esse procedimento para pacientes onco-hematológicos do SUS, a Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP) propõe um projeto no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). A iniciativa visa apoiar a garantia do acesso e da assistência especializada ao paciente onco-hematológico no SUS.
A BP se compromete a disponibilizar leitos estratégicos à Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes (CGSNT) para a realização de transplantes de medula óssea (TMO) de pacientes do SUS, abrangendo TMO aparentado (AP), não aparentado (NAP) e autólogo.
O projeto prevê ainda a realização de coletas de medula para o REDOME visando diminuir o tempo de espera para o transplante não aparentado, um gargalo crítico atualmente no país.
Métodos
O projeto assistencial é dividido em quatro entregas principais:
Gestão do Projeto e Despesas Comuns.
Realização de 50 Transplantes de Medula Óssea Autólogo em pacientes do SUS.
Realização de 30 transplantes de medula óssea (TMO) alogênicos para pacientes do SUS, com uso de células-tronco hematopoiéticas de um doador, que pode ser consanguíneo ou não. A seleção e encaminhamento dos pacientes será feita em coordenação com a Central Nacional de Transplantes.
Realizar coleta de Medula Óssea para REDOME.
Sobre a coleta de medula para o Redome, além do desafio de encontrar doadores compatíveis, há dificuldade na disponibilidade de centros disponíveis e aptos a realizar a coletar de medula. O tempo de espera para essa coleta pode chegar a seis meses, o que pode forçar a equipe médica a optar por um transplante haploidêntico - tipo de transplante no qual o doador é parcialmente compatível com o receptor - com maior risco de complicações.
O projeto propõe disponibilizar 40 coletas de medula de doadores nacionais no triênio, ajudando a reduzir o tempo de espera. A BP se identificará como centro de coleta para o REDOME, realizando exames e avaliações dos doadores.
O projeto assistencial é dividido em quatro entregas principais:
Gestão do Projeto e Despesas Comuns.
Realização de 50 Transplantes de Medula Óssea Autólogo em pacientes do SUS.
Realização de 30 transplantes de medula óssea (TMO) alogênicos para pacientes do SUS, com uso de células-tronco hematopoiéticas de um doador, que pode ser consanguíneo ou não. A seleção e encaminhamento dos pacientes será feita em coordenação com a Central Nacional de Transplantes.
Realizar coleta de Medula Óssea para REDOME.
Sobre a coleta de medula para o Redome, além do desafio de encontrar doadores compatíveis, há dificuldade na disponibilidade de centros disponíveis e aptos a realizar a coletar de medula. O tempo de espera para essa coleta pode chegar a seis meses, o que pode forçar a equipe médica a optar por um transplante haploidêntico - tipo de transplante no qual o doador é parcialmente compatível com o receptor - com maior risco de complicações.
O projeto propõe disponibilizar 40 coletas de medula de doadores nacionais no triênio, ajudando a reduzir o tempo de espera. A BP se identificará como centro de coleta para o REDOME, realizando exames e avaliações dos doadores.
Resultados
Ao final do projeto, serão coletados resultados referentes à promoção e ampliação da oferta de serviços da atenção especializada com vista à qualificação do acesso e redução das desigualdades regionais e fomentação da produção do conhecimento científico, promovendo o acesso da população às tecnologias em saúde de forma equitativa, igualitária, progressiva e sustentável.