Resumo

Nos últimos dez anos, foram realizados mais de 90 mil transplantes de órgãos no Brasil. Ainda assim, muitas das potenciais doações não têm autorização das famílias ou são perdidas por falha no manejo clínico do paciente em morte encefálica. Em 2021, foram registrados 48.673 pacientes ativos na fila de espera e 3.207 doadores de órgãos efetivos. Destes, 2.695 pacientes passaram pelo procedimento de transplante – os dados são da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).

Outro fator de impacto é a diferença entre os diversos estados, tanto em relação ao número de doadores quanto à realização de transplantes, fazendo com que muitos pacientes tenham que migrar de seus estados de origem em busca do tratamento, o que acarreta prejuízos sociais e financeiros para os pacientes, estados e municípios. Como são casos graves, muitos não têm a oportunidade de receber avaliação de um centro transplantador em tempo.

Considerando também que, das 12.215 notificações de potenciais doadores de órgãos, 928 não foram concretizadas devido à não confirmação da morte encefálica, há necessidade de capacitar profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) em relação a esta identificação e cuidado na manutenção dos doadores de órgãos, como também criar mais centros transplantadores nas regiões do país.

 


Introdução

Com base neste cenário, o Programa de Transplantes atua no eixo assistencial desde 2009, com o objetivo de realizar transplantes de órgãos sólidos de todas as complexidades (como fígado, coração, pulmão, rim, multivisceral e intestino) em pacientes do SUS, garantindo a qualidade, segurança, universalidade e equidade do atendimento de pessoas nas filas de transplante. Além disso, o Hospital Israelita Albert Einstein é o centro de referência para casos mais complexos que, por necessitarem de recursos tecnológicos ou de equipes capacitadas para situações específicas, podem ser rejeitados por centros transplantadores. 

Para a capacitação de profissionais de saúde, são feitos treinamentos in loco e remotos para médicos, enfermeiros e multiprofissionais de instituições públicas indicadas pelo Sistema Nacional de Transplantes, acerca das diversas competências técnicas relacionadas aos transplantes de órgãos. 

Os projetos educacionais visam demonstrar os aspectos teóricos-práticos da doação e transplantes de órgãos e identificar melhorias em todo esse processo por meio da experiência e conhecimento avançado nas temáticas dos especialistas do Einstein. Os impactos desses  treinamentos são a ampliação dos resultados de doação de órgãos (taxa de notificação, efetivação de potenciais doadores, entre outros), o apoio no credenciamento e os aspectos assistenciais de novas equipes transplantadoras de fígado, pulmão e rim, na busca da segurança do paciente e qualidade nas etapas pré, intra e pós-transplante.

Outra ação importante é a realização de estudos científicos, como os de custo-efetividade, em parceria com a Coordenação do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), gerando, em última análise, conhecimento na área de transplante de órgãos.

De 2009 até 2021, o projeto transplantou mais de 4 mil pacientes do SUS. Do total, 2.238 realizaram transplante de fígado, 1.500 de rim, 220 de coração, 123 de pulmão, 61 de pâncreas, 10 multivisceral/intestino e 3 pulmão e coração. 

Já foram emitidos mais de  6 mil  certificados de cursos de atualizações (sendo  51% médicos, 41% enfermeiros e 9% multiprofissional); mais de 400  especialistas capacitados em doação e transplantes; e mais de 3 mil participantes em eventos científicos com apoio do setor de capacitação em doação e transplantes.

Para os projetos educacionais do triênio 2021-2023, no eixo de doação de órgãos, tem-se atenção especial para os treinamentos dos profissionais que atuam nas áreas de urgências e emergências e a capacitação de médicos para eletroencefalograma no diagnóstico de morte encefálica. No eixo de transplantes, a tutoria em capacitar hospitais para realizar transplante de fígado no Pará, pulmão no Rio de Janeiro e rim no Mato Grosso do Sul e Sergipe, com possibilidade de expansão para mais dois estados, além do curso de atualização para mais de 20 centros que já fazem transplantes de coração, fígado e rim. 

 


Métodos

Para todos esses projetos a metodologia é baseada em princípios da andragogia e em teorias de aprendizagem em prol de metodologia ativa, que buscam a experiência simulada e observada para os alunos. A avaliação de conhecimento integra os níveis de saber e como fazer, com busca de contato ao vivo com os alunos para compartilhamento de dúvidas e troca de experiências.

 



Equipe

  • Hospital Israelita Albert Einstein

    Liderança

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    Equipe

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    Colaboração

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    Área Técnica

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