Resumo

Diante da escassez de recurso, alta taxa de letalidade por sepse e a superlotação dos leitos na rede pública de saúde, consideramos a necessidade de implementação de boas práticas, adequação de processos assistenciais e fortalecimento da gestão. Portanto, este pretende com sua continuidade utilizar todo o conhecimento e expertise acumulados ao longo desses anos, para ampliar suas ações em instituições públicas pelo país, corroborando para o desenvolvimento da gestão, melhoria de desfechos clínicos, qualificação profissional, otimização dos recursos e capacidade de atendimento oferecendo melhor qualidade aos serviços de saúde.

 

 


Introdução

O Projeto de Reestruturação de Hospitais Públicos – RHP é uma iniciativa de intervenção e de instrumentalização em gestão em saúde que desenvolve ações para fortalecer e fomentar melhorias nos processos assistenciais, administrativos e gerenciais dos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). O enfoque está na avaliação e no monitoramento contínuo de processos, na redução de custos e no gerenciamento consciente de recursos humanos e materiais, contribuindo, consequentemente, para a padronização de rotina e a redução de riscos aos pacientes, aos familiares e trabalhadores do setor.

A iniciativa apoia a instrumentalização da gestão hospitalar, utilizando ferramentas estruturadas para mensurar a evolução dos processos assistenciais e de gestão, avaliação das ações implantadas, auditorias, monitoramento de indicadores e fortalecimento da comunicação como instrumento gerencial e de participação da equipe. Dessa forma, também enfatiza a importância da aprendizagem organizacional como ambiente promotor de práticas inovadoras e de disseminação da cultura organizacional por meio de ferramentas sistematizadas e implantação de normas e políticas, bem como o fortalecimento de rotinas institucionais.

Impactos do projeto no SUS:

  • Redução do tempo de permanência na UTI;
  • Redução na média de giro de leito na UTI;
  • Redução da Taxa de Letalidade por SEPSE;
  • Otimização de Recursos;
  • Internalização da Ferramenta de Avaliação Hospitalar FAHops.

  • Métodos

    Para o primeiro ciclo, foram selecionados 18 hospitais localizados em: Mato Grosso do Sul – Campo Grande; Minas Gerais – Belo Horizonte e Montes Claros; Espírito Santos – Vila Velha, Vitória e Serra; Paraíba – Campina Grande, João Pessoa e Patos.

    Avaliação das Instituições Hospitalares e visitas de acompanhamento:

    As visitas constituem um método de monitoramento e de avaliação contínua da execução do plano de ação elaborado a partir do diagnóstico inicial. Nas individuais, os profissionais participantes desenvolvem as ações específicas de cada área. Já as multiprofissionais têm o objetivo de sensibilizar os profissionais, bem como favorecer a integração dos processos. 

    Aplicação de Ferramenta Diagnóstica Inicial e Final:

    A aplicação é realizada pela FAHosp, sendo subdividida em três dimensões: estrutura, processo e resultado. A avaliação é realizada por equipe multiprofissional (três participantes), in loco, com duração máxima de dois dias.

    Avaliação da Cultura de Segurança: 

    Este questionário é um instrumento de auto aplicação que será mensurado em dois momentos: na avaliação inicial da instituição, para identificação da cultura corrente e proposição de ações de melhoria; e na avaliação final, para verificação da evolução dos pontos apontados. 

    Capacitação em EaD e Oficinas:

    As oficinas de capacitação e a Educação à Distância (EaD) são imprescindíveis para instrumentalizar os profissionais de saúde das instituições para as ações de melhorias, bem como para prepará-los para serem multiplicadores do conhecimento. As capacitações e oficinas na modalidade presencial são: sistematização da assistência de enfermagem; curso de qualidade e segurança do paciente; curso de responsabilização; curso de ferramentas da qualidade; e suporte básico de vida.

    Auditoria: Projeto Custo x Efetividade: 

    Apoio às ações de melhoria nos processos da cadeia medicamentosa por meio do desenvolvimento da gestão de recursos, adequando-o às necessidades da instituição baseado numa distribuição mais racional de recursos disponíveis com consequente redução de custos, desperdícios e possibilitando, assim, a melhor utilização dos recursos oferecidos ao usuário.

    A qualificação da assistência será realizada com:

  • Implantação da Política HumanizaSUS;
  • Reestruturação das Comissões Hospitalares obrigatórias;
  • Reestruturar e apoiar Núcleo de Educação Permanente em ações educativas;
  • Instrumentalização do Núcleo interno de Regulação;
  • Implantação e gestão de protocolos clínicos, assistenciais e administrativos;
  • Desenvolvimento e análise crítica de indicadores de qualidade, de produção e assistenciais;
  • Realizar diagnóstico da estrutura física e segurança do ambiente;
  • Promover interface com o sistema de saúde;
  • Acompanhar a melhoria dos processos relacionados a assistência Nutricional;
  • Reestruturar e apoiar a gestão de risco e segurança do paciente;
  • Apoiar a instituição na gestão de insumos e materiais médico hospitalares;
  • Apoiar a instituição na gestão das informações e das documentações.

  • Resultados

    Desde o primeiro triênio já foram impactados 56 hospitais públicos.

    No último triênio (2015-2017), o projeto obteve uma evolução de 20% de conformidade dos itens em comparação ao período inicial de intervenção do projeto. Estas evoluções são evidenciadas através de documentos, rotinas ou processos implantados dos quais a equipe executora acompanha mensalmente até o cumprimento da meta proposta e acordada com as instituições. Podemos exemplificar como rotinas implantadas:

    Visita multidisciplinar na UTI

    Gestão por indicadores

    Desenvolvimento de Planejamento Estratégico

    Reestruturação dos Serviços de Enfermagem

    Revisão de fluxos internos e capacitações que permitem a melhoria contínua dos serviços de saúde

    Nos triênios anteriores, podemos citar:

    Fortalecimento da cultura de segurança

    Implantação do planejamento estratégico

    Implantação do modelo assistencial

    Reestruturação das comissões intra-hospitalares obrigatórias

    Implantação do núcleo de segurança do paciente e gerenciamento de risco

    Disseminação de informações (capacitação) com foco em segurança do paciente

    Gestão e qualidade, readequação da cadeia medicamentosa com a redução de desperdício em algumas instituições hospitalares.  

    Outro resultado alcançado foi a construção de uma ferramenta de avaliação (FAHOSP) diagnóstica sistematizada em parceria com a CGHOSP que será utilizada no triênio 2018-2020 onde proporcionará uma visão sistêmica do serviço contribuindo com um diagnóstico inicial onde poderá ser acompanhado com ações de melhoria pela equipe do projeto, pelo ministério da saúde e CGHOSP.


    Equipe

    • Hospital Alemão Oswaldo Cruz

      Liderança

      Ana Paula Neves Marques de Pinho - Superintendene Sustentabilidade Hospital Alemão Oswald Cruz Nídia Cristina Souza - Gerente de Projetos Sustentabilidade Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz Michael Medeiros Coelho - Coordenador de Projetos Hospital Alemão Oswaldo Cruz  


      Equipe

      Aline Gaidaje Linares - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP Ana Lucia Aquesta - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP Andrea Francisco - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Sâo Paulo, SP Andre Felipe Martins - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP  Beatriz Marques da Cunha - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP Carolina Evo Basso - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP   Daniela de Almeida Pareira - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP  Jean Paul Sarte - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP  Leonardo Thomé - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP  Mariana de Sousa Lima - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP  Michael Medeiros Coelho - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP  Ricardo Mendes de Matos - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP  Ricardo Reis Osoegawa - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP Sara Regina A. Santos - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP  Patricia Santesso Laurino - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP  Tatiana da Silva Francelino - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP


      Colaboração

      Ana Maria C. Cândido Lacerda - CGAHD/DAHU/SASES Patricia Honório -  CGHAD/DAHU/SASES

       


      Área Técnica

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