Reestruturação de hospitais públicos
Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Reestruturação de hospitais públicos
RHP
2018-2020

Reestruturação de hospitais públicos
Resumo

O Projeto de Reestruturação de Hospitais Públicos (RHP) é um projeto de intervenção e de instrumentalização em gestão em saúde que desde 2009 desenvolve ações para fortalecer e fomentar melhorias nos processos assistenciais, administrativos e gerenciais dos hospitais do SUS com enfoque na avaliação e no monitoramento contínuo de processos, na redução de custos e no gerenciamento consciente de recursos humanos e materiais, consequentemente contribui para a padronização de rotina e a redução de riscos aos pacientes, aos familiares e trabalhadores da saúde.

A qualificação da assistência ocorre com:

- Implantação da Política HumanizaSUS;

- Reestruturação das Comissões Hospitalares obrigatórias;

- Reestruturar e apoiar Núcleo de Educação Permanente em ações educativas;

- Instrumentalização do Núcleo interno de Regulação;

- Implantação e gestão de protocolos clínicos, assistenciais e administrativos;

- Desenvolvimento e análise crítica de indicadores de qualidade, de produção e assistenciais;

- Realizar diagnóstico da estrutura física e segurança do ambiente;

- Promover interface com o sistema de saúde;

- Acompanhar a melhoria dos processos relacionados a assistência Nutricional;

-  Reestruturar e apoiar a gestão de risco e segurança do paciente;

- Apoiar a instituição na gestão de insumos e materiais médico hospitalares;

- Apoiar a instituição na gestão das informações e das documentações.

 



Introdução

A equipe da Coordenação-Geral de Atenção Hospitalar, do Ministério da Saúde (CGHOSP-MS) em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), atuando no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) desenvolveu o Projeto de Reestruturação de Hospitais Públicos, que apoia a instrumentalização da gestão hospitalar, utilizando ferramentas estruturadas para mensurar a evolução dos processos assistenciais e de  gestão, avaliação das ações implantadas, auditorias, monitoramento de indicadores e  fortalecimento da comunicação como instrumento gerencial e de participação da equipe. Dessa forma, o projeto também enfatiza a importância da aprendizagem organizacional como ambiente promotor de práticas inovadoras e de disseminação da cultura organizacional por meio de ferramentas sistematizadas e implantação de normas e políticas, bem como, fortalecimento de rotinas institucionais.



Métodos

Nos anos de 2015-2017 o projeto RHP atuou, em parceria com a CGHOSP, em dezessete (17) instituições de saúde de média e alta complexidade e em uma (1) instituição de baixa complexidade, todas localizadas nas regiões Norte e Nordeste do país, promovendo ações para o fortalecimento da segurança do paciente com a implantação dos itens da Portaria 529. Atuou no desenvolvimento da gestão estratégica por meio de oficinas com a alta liderança com ênfase no planejamento estratégico, bem como do modelo assistencial, implantação de protocolos e rotinas assistenciais e implantação de indicadores para avaliação de desfecho clínico e bundles nas áreas críticas. Pontos avaliados foram: adequações estruturais (física), prevenção de incêndios e gestão de resíduos. Outro aspecto abordado é a importância do fortalecimento da cultura de segurança para o desenvolvimento das ações de melhoria e de segurança do paciente.

O método avaliativo dos itens supracitados consiste em: aplicar ferramenta diagnóstica sistematizada que possibilita identificar os processos de melhoria, utilizar ferramenta de análise e de acompanhamento dos planos de melhoria, bem como avaliar os resultados obtidos. Ao final do triênio obtivemos, em média, uma evolução de 20% de conformidade dos itens em comparação ao período inicial de intervenção do projeto. Estas evoluções são evidenciadas através de documentos, rotinas ou processos implantados dos quais a equipe executora acompanha mensalmente até o cumprimento da meta proposta e acordada com as instituições. Podemos exemplificar como rotinas implantadas: implantação da visita multidisciplinar na Unidade de Terapia Intensiva, Implementação da gestão por indicadores, desenvolvimento de planejamento estratégico, reestruturação dos serviços de enfermagem, revisão de fluxos internos (gestão leitos) e capacitações que permitem a melhoria contínua dos serviços de saúde.   

 



Resultados

Desde o primeiro triênio já foram impactados 56 hospitais públicos.

No último triênio (2015-2017), o projeto obteve uma evolução de 20% de conformidade dos itens em comparação ao período inicial de intervenção do projeto. Estas evoluções são evidenciadas através de documentos, rotinas ou processos implantados dos quais a equipe executora acompanha mensalmente até o cumprimento da meta proposta e acordada com as instituições. Podemos exemplificar como rotinas implantadas:

Visita multidisciplinar na UTI

Gestão por indicadores

Desenvolvimento de Planejamento Estratégico

Reestruturação dos Serviços de Enfermagem

Revisão de fluxos internos e capacitações que permitem a melhoria contínua dos serviços de saúde

Nos triênios anteriores, podemos citar:

Fortalecimento da cultura de segurança

Implantação do planejamento estratégico

Implantação do modelo assistencial

Reestruturação das comissões intra-hospitalares obrigatórias

Implantação do núcleo de segurança do paciente e gerenciamento de risco

Disseminação de informações (capacitação) com foco em segurança do paciente

Gestão e qualidade, readequação da cadeia medicamentosa com a redução de desperdício em algumas instituições hospitalares.  

Outro resultado alcançado foi a construção de uma ferramenta de avaliação (FAHOSP) diagnóstica sistematizada em parceria com a CGHOSP que será utilizada no triênio 2018-2020 onde proporcionará uma visão sistêmica do serviço contribuindo com um diagnóstico inicial onde poderá ser acompanhado com ações de melhoria pela equipe do projeto, pelo ministério da saúde e CGHOSP.



Liderança

Ana Paula Neves Marques de Pinho - Superintendene Sustentabilidade Hospital Alemão Oswald Cruz
Nídia Cristina Souza - Gerente de Projetos Sustentabilidade Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Michael Medeiros Coelho - Coordenador de Projetos Hospital Alemão Oswaldo Cruz



Equipe
Aline Gaidaje Linares - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP
Ana Lucia Aquesta - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP
Andrea Francisco - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Sâo Paulo, SP
Andre Felipe Martins - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP 
Beatriz Marques da Cunha - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP
Carolina Evo Basso - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP  
Cristiane Guerra Gil - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP 
Daniela de Almeida Pareira - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP 
Jean Paul Sarte - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP 
Leonardo Thomé - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP 
Mariana de Sousa Lima - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP 
Michael Medeiros Coelho - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP 
Ricardo Mendes de Matos - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP 
Ricardo Reis Osoegawa - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP 
Patricia Santesso Laurino - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP 
Tatiana da Silva Francelino - Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo, SP

Colaboração
Ana Maria C. Cândido Lacerda - CGAHD/DAHU/SASES
Patricia Honório -  CGHAD/DAHU/SASES

 



Área Técnica


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