Apoio as Ações Estratégicas do SUS / Lean nas Emergências
Hospital Sírio-Libanês

Apoio as Ações Estratégicas do SUS / Lean nas Emergências
Lean nas Emergências
2018-2020

Apoio as Ações Estratégicas do SUS / Lean nas Emergências
Resumo

A superlotação é um fenômeno mundial que aumenta a probabilidade de morte nas urgências e emergências dos hospitais. Assim, é comprovado que diminuir o tempo de permanência do paciente no serviço de urgência impacta o atendimento, garantindo uma entrega de qualidade, no lugar e tempo certo.
A Metodologia Lean utiliza princípios e técnicas que buscam reduzir o desperdício de recursos e fortalecem as atividades que agregam valor aos processos intra-hospitalares. Assim, o objetivo do projeto Lean nas Emergências é reduzir a superlotação nas urgências e emergências de hospitais públicos e filantrópicos.



Introdução
O Lean nas Emergências teve início em agosto de 2017, onde o projeto foi implementado em seis instituições públicas de saúde, o que chamamos de Ciclo Zero do projeto.
Esses Hospitais receberam treinamento e foram apoiados na identificação de problemas e implantação de melhorias para garantir agilidade e eficiência nos processos.
Com a análise e comprovação dos resultados, a ampliação do Lean foi aprovada pelo Ministério da Saúde para o triênio de 2018 a 2020.
 
No SUS, o projeto Lean nas Emergências busca organizar fluxos internos para otimizar recursos, espaços e insumos. Além disso, durante o projeto alguns indicadores de gestão são implementados, como o NEDOCS, que mede a superlotação a partir de parâmetros como número de leitos, volume de pacientes e tempo de passagem pela urgência até a alta.


Métodos
Os Hospitais são selecionados com base em critérios de elegibilidade estabelecidos para o projeto, como por exemplo, ter uma quantidade mínima de leitos. Após selecionado o Hospital, inicia-se a fase de intervenção, quando a equipe do Lean visita a Instituição quinzenalmente durante 6 meses. Finalizado esse período, a equipe de controle do projeto monitora os resultados pelos próximos 12 meses, para garantir a manutenção das melhorias em longo prazo.
Durante o projeto, é feito um diagnóstico operacional do Hospital e implementação de planos de ação para a melhoria dos fluxos, aplicados por uma dupla composta de médico e especialista na metodologia.

São desenvolvidos e aplicados planos de capacidade plena para superlotação, particularizados em cada Hospital, além do gerenciamento, implementação e monitoramento de indicadores, como redução do tempo de espera e média de permanência.
Mas além de reduzir a superlotação das urgências e emergências, o projeto Lean nas Emergências tem um outro grande propósito: o de conviver e compartilhar!
Assim, em setembro/18, lançamos a comunidade “leannasemergencias.com.br”, para disseminar e impulsionar a cultura Lean nas demais instituições do SUS, compartilhando melhores práticas nas urgências e emergências dos hospitais.
Nosso objetivo é ter até 200 organizações públicas de saúde participando da comunidade Lean nas Emergências ao final de 2020.


Resultados

No triênio 2015-2018, o projeto foi aplicado em seis hospitais no chamado “Ciclo 0”. Já no “Ciclo 1”, entre maio e setembro de 2018, o projeto foi implementado em 10 Hospitais, obtendo os seguintes resultados:

  • Redução de 57% no tempo de atendimento porta-médico (em média, 87 minutos)
  • Redução de 37% no tempo de passagem do paciente (em média, 159 minutos
  • Redução de 19% no tempo médio de permanência do paciente internado (1,7 dias a menos)

Já no “Ciclo 2”, entre novembro de 2018 e abril de 2019, em mais 20 Hospitais e em janeiro de 2019, o Lean foi expandido a três hospitais federais do Rio de Janeiro (RJ), totalizando até o momento 39 instituições contempladas que estão divididas em 17 estados da federação.
Em julho de 2019 têm início o "Ciclo 3" no qual o projeto chega a outros 20 hospitais. Vale lembrar que a meta é atender 100 hospitais até 2020.

E não para por aí! O Lean também transforma o gerenciamento dos Hospitais, afinal, tem o poder de criar novos hábitos, que viram padrões e são capazes de extrair o melhor do potencial humano.
Isso porque os profissionais envolvidos nos projetos são capacitados, valorizados e consequentemente, se interessam em buscar novas técnicas e formas de gerar melhorias. Eles passam a compartilhar suas experiências, ganham novas habilidades e criam uma “corrente” da cultura da melhoria contínua no ambiente hospitalar.



Liderança

Gerente da Intervenção:

Marco Antonio Saavedra Bravo

Coordenador Médico:

Welfane Cordeiro Junior



Equipe

Médicos:

Alisson Fonseca Verissimo

Amanda Santos Pereira
http://lattes.cnpq.br/3688135851489377

Cristiano Valerio Ribeiro
http://lattes.cnpq.br/7598209374019291

Gustavo Justo Schulz

Gutemberg Lavoisier Da Cruz
http://lattes.cnpq.br/9600698149657598

Lilian Mesquita Gomes

Luiz Ernani Meira Junior
http://lattes.cnpq.br/3615156481889027

Marcello Creado Pedreira

Raimundo Nonato Diniz Rodrigues Filho
http://lattes.cnpq.br/3642799865004483

Rasivel Dos Reis Santos Junior

 

Especialistas na Metodologia Lean:

Adriano Sales Fernandes

Daniel Meireles Meira

Felipe Pinheiro Machado

Juvenal Candido Da Silva Neto

Millena Souza Gama

Nicolas Roberto Da Silva Marcelino

Renata Gonsalez Dos Santos

Ricardo De Jesus Gerbelli

Taiana Barbosa De Freitas Galderice

 

Enfermeira de Protocolos:

Carolina Hofling

Equipe Técnica:

Suedina Araujo Silvestre

Rafael Abreu Sarilio

Lucas Dhiego Ferreira da Silva Soares

 



Colaboração


Área Técnica
Departamento de Assistência Hospitalar e Urgência - DAHU
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Ministério da Saúde

INDICADORES

475
Profissionais
capacitados
705
Profissionais envolvidos
com projetos de gestão
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Processando