Apoio as Ações Estratégicas do SUS / Lean nas Emergências
Hospital Sírio-Libanês

Apoio as Ações Estratégicas do SUS / Lean nas Emergências
Lean nas Emergências
2018-2020

Apoio as Ações Estratégicas do SUS / Lean nas Emergências
Resumo

A superlotação é um fenômeno mundial que ocorre quando a quantidade de pacientes excede a capacidade da estrutura (Emergency Department Crowding: High Impact Solutions –ACEP 2016) e que aumenta a probabilidade de morte em até 2 vezes, à partir de 12 horas, (Fonte: Peter Viccellio). Assim, é comprovado que diminuir o tempo de permanência do paciente no serviço de urgência impacta o atendimento, garantindo uma entrega de qualidade, no lugar e tempo certo.
A Metodologia Lean utiliza princípios e técnicas que buscam reduzir o desperdício de recursos e fortalecem as atividades que agregam valor aos processos intra-hospitalares. Assim, o objetivo do projeto Lean nas Emergências é reduzir a superlotação nas urgências e emergências de hospitais públicos e filantrópicos.



Introdução
O Lean nas Emergências teve início em agosto de 2017, onde o projeto foi implementado em seis instituições públicas de saúde, o que chamamos de Ciclo Zero do projeto.
Esses Hospitais receberam treinamento e foram apoiados na identificação de problemas e implantação de melhorias para garantir agilidade e eficiência nos processos.
Com a análise e comprovação dos resultados, a ampliação do Lean foi aprovada pelo Ministério da Saúde para o triênio de 2018 a 2020.
 
No SUS, o projeto Lean nas Emergências busca organizar fluxos internos para otimizar recursos, espaços e insumos. Além disso, durante o projeto alguns indicadores de gestão são implementados, como o NEDOCS, que mede a superlotação a partir de parâmetros como número de leitos, volume de pacientes e tempo de passagem pela urgência até a alta.


Métodos
Os Hospitais são selecionados com base em critérios de elegibilidade estabelecidos para o projeto, como por exemplo, ter uma quantidade mínima de leitos. Após selecionado o Hospital, inicia-se a fase de implementação, quando a equipe do Lean visita a Instituição quinzenalmente durante 6 meses. Finalizado esse período, a equipe de controle do projeto monitora os resultados pelos próximos 12 meses, para garantir a manutenção das melhorias em longo prazo.
Durante o projeto, é feito um diagnóstico operacional do Hospital e implementação de planos de ação para a melhoria dos fluxos, aplicados por uma dupla composta de médico e especialista na metodologia.

São desenvolvidos e aplicados planos de capacidade plena para superlotação, particularizados em cada Hospital, além do gerenciamento, implementação e monitoramento de indicadores, como redução do tempo de espera e média de permanência.
Mas além de reduzir a superlotação das urgências e emergências, o projeto Lean nas Emergências tem um outro grande propósito: o de conviver e compartilhar!
Assim, em setembro/18, lançamos a comunidade “leannasemergencias.com.br”, para disseminar e impulsionar a cultura Lean nas demais instituições do SUS, compartilhando melhores práticas nas urgências e emergências dos hospitais.
Nosso objetivo é ter até 200 organizações públicas de saúde participando da comunidade Lean nas Emergências ao final de 2020.


Resultados

No triênio 2015-2017, o projeto foi aplicado em seis hospitais no chamado “Ciclo 0”. 

Já no “Ciclo 1”, entre maio e setembro de 2018, o projeto foi implementado em 10 Hospitais, obtendo os seguintes resultados:

  • Média de Redução de 57% no tempo de atendimento porta-médico (em média, 87 minutos)
  • Média de Redução de 37% no tempo de passagem do paciente (em média, 159 minutos)
  • Média de Redução de 19% no tempo médio de permanência do paciente internado (1,7 dias a menos)

No “Ciclo 2”, que ocorreu entre novembro de 2018 e maio de 2019, o projeto atuou em mais 20 Hospitais, obtendo os seguintes resultados:

  • Média de Redução de 15% no tempo de atendimento porta-médico (em média, 11 minutos)
  • Média de Redução de 44% no tempo de passagem do paciente (em média, 288 minutos)
  • Média de Redução de 19% no tempo médio de permanência do paciente internado (2,11 dias a menos)

Ainda em janeiro de 2019, o Lean foi expandido a três hospitais federais do Rio de Janeiro (RJ).

Entre julho e dezembro de 2019 teve início o "Ciclo 3" no qual o projeto chegou a outros 20 hospitais, obtendo os seguintes resultados: 

  • Média de Redução de 44% no tempo de atendimento porta-médico (em média, 50 minutos)
  • Média de Redução de 53% no tempo de passagem do paciente (em média, 721 minutos)
  • Média de Redução de 23% no tempo médio de permanência do paciente internado (2,17 dias a menos)

Em janeiro de 2020 teve início o "Ciclo 4" no qual o projeto chega a outros 40 hospitais, dobrando o seu atingimento por ciclo e totalizando até o momento 97 instituições contempladas que estão divididas em 23 estados da federação.

Como resultados globais do projeto, considerando os hospitais do ciclo 1, 2 e 3 podemos considerar os seguintes números:
- Quantidade de vagas de internações cedidas (teóricas): 6.945/mês
- Aumento do número de atendimento no PS: 13844/mês
-Média de redução da taxa de mortalidade mês: 3%
- Projeção teórica de vidas impactadas com a redução da taxa de mortalidade: 4.029/mês



Liderança

Gerente do Projeto:

Marco Antonio Saavedra Bravo

Coordenador do Projeto:

Juvenal Candido Da Silva Neto


Coordenador Médico:

Welfane Cordeiro Junior



Equipe

Médicos:

Andre Gusmão 

Andre Wajner 

Alisson Fonseca Verissimo

Amanda Santos Pereira
http://lattes.cnpq.br/3688135851489377

Alexandra Daniel 

Cristiano Valerio Ribeiro
http://lattes.cnpq.br/7598209374019291


Emerson Oliveira de Medeiros 

Guillermo Pinheiro 

Gustavo Justo Schulz

Gutemberg Lavoisier Da Cruz
http://lattes.cnpq.br/9600698149657598

Leonardo de Lima Leite

Lilian Mesquita Gomes

Marcello Creado Pedreira

Marcus Vinicius Melo de Andrade

Michel Cadenas Prado 

Rafael Nicolaidis

Raimundo Nonato Diniz Rodrigues Filho
http://lattes.cnpq.br/3642799865004483

Paulo Roberto Cavallaro Azevedo

Rasivel Dos Reis Santos Junior

Especialistas na Metodologia Lean:

Adriano Sales Fernandes

Álvaro Batistella Filho

Alex Okamura

Angela de Souza

Daniel Meireles Meira

Denis Dias

Emerson Matos

Franscine de Barros

Gustavo de Souza

Jackeline de Carvalho

Jean Kleber

Juliana Barros de Souza

Nicolas Roberto Da Silva Marcelino

Renata Gonsalez Dos Santos

Taiana Barbosa De Freitas Galderice

Vinicius Renó De Paula

Equipe Técnica:

Rafael Abreu Sarilio

Lucas Dhiego Ferreira da Silva Soares

Caroline da Silva Souza

 



Colaboração


Área Técnica
Departamento de Assistência Hospitalar e Urgência - DAHU
Secretaria de Atenção à Saúde - SAS
Ministério da Saúde

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