Apoio ao desenvolvimento de sistema de gestão e regulação Nacional de Transplantes de Medula Óssea
Hospital Israelita Albert Einstein

Apoio ao desenvolvimento de sistema de gestão e regulação Nacional de Transplantes de Medula Óssea
TMO
2018-2020

Apoio ao desenvolvimento de sistema de gestão e regulação Nacional de Transplantes de Medula Óssea
Resumo

O Brasil realiza menos de 100 transplantes alogênicos (uso das células-tronco do paciente) por 10 milhões de habitantes, cerca de três vezes menos do que os realizados na Europa. Uma das razões para o problema é o número insuficiente de leitos para transplantes de medula óssea, em grande parte de crianças, resultando em lista de espera, o que gera gastos excedentes ao SUS. Este projeto disponibiliza 100 vagas para realização de Transplante de Células-Tronco Hematopoiéticas (TCTH) alogênios. O intuito é cooperar com a Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes (CGSNT/SAS) na redução da demora e contribuir com pesquisas de custo-desfecho, recursos, processos e ferramentas de gestão.
O SUS necessita reduzir o tempo de espera para transplante de medula-óssea, além da demanda por gestão de ações. A proposta desta iniciativa é reduzir essa espera e aperfeiçoar os processos relacionados ao TCTH. Os recursos e expertise previstos contribuirão para o aprimoramento da regulação da CGSNT, especialmente na área pediátrica, bem como para desenvolvimento e difusão de protocolos de custo-benefício. Esse item preocupa o Ministério da Saúde, já que em 2014 uma portaria propôs o investimento de mais de 200 mil reais para cada novo leito destinado ao transplante alogênico. As metas do projeto consistem em: realizar transplantes alogênicos em pacientes com imunodeficiências primárias (IDP), neoplasias hematológicas (leucemias, síndrome mielodisplásicas, linfomas), doenças metabólicas (adrenoleucodistrofia ligada ao X, outras leucodistrofias, mucopolissacaridoses), falências medulares, hemoglobinopatias, epidermólise bolhosa distrófica recessiva, entre outras; prestar consultoria aos centros de origem-destino dos pacientes pós e a serem transplantados; além de desenvolver em conjunto com a CGSNT - um banco de dados e informações gerenciais com disponibilização periódica, que permita o acompanhamento das ações, resultados caso-a-caso, estudos de custo-desfecho e recursos demandados.
Os casos serão encaminhados via regulação nacional e selecionados de acordo com os critérios de inclusão e exclusão de cada protocolo. Serão necessários: relatório de encaminhamento médico, exames prévios, cópia da carteira do SUS e carta-compromisso, enviada pela instituição para onde eles retornarão após o transplante, em continuidade ao tratamento. Os pacientes transplantados terão acompanhamento por até 180 dias, após o transplante, ou até 31 de dezembro de 2020. Estão envolvidos no projeto o SUS, CGSNT, SAS, MS, Hospital Israelita Albert Einstein e pacientes com indicação para transplante, profissionais de centros transplantadores do SUS, médicos e outros profissionais que acompanham pacientes com patologias de indicação de TCTH.



Introdução
O Brasil realiza menos que 100 transplantes alogênicos por 10 milhões de habitantes, uma taxa cerca de três vezes menor que a Europa. A necessidade de ampliação de leitos para TCTH é uma preocupação do Ministério da Saúde, razão pela qual em 2014 foi publicada uma portaria que visava investir mais de 200.000 mil reais para cada novo leito aberto para transplante alogênico pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar das iniciativas ainda lidamos com um número insuficiente de leitos para transplantes de medula óssea no Brasil, que faz com que exista lista de espera para internações para o transplante e/ou avaliação de pacientes - muitos deles, crianças (0 a 18 anos) e que aguardam na fila já com doadores identificados. Este tempo de espera além de agravar o quadro dos pacientes ou até levar ao óbito, ainda onera o SUS, na medida em que em decorrência do tempo de espera, novos exames necessitam ser realizados ou mesmo tratamentos referentes a complicações em decorrência do agravo no quadro dos pacientes.
Neste cenário este projeto, visa desenvolver ações conjuntas com o SNT para redução do tempo da fila e, consequentemente o tempo de espera para TCTH no triênio 2018-2020, disponibilização dos resultados dos estudos de custo-desfecho dos casos atendidos, entrega de dashboard e banco de dados coletados ao SNT e estudos custo-benefício de cada protocolo aplicado que poderão servir de base para estudo multicêntrico entre as instituições transplantadores no SUS e/ou mesmo, a incorporação de protocolos mais eficientes de tratamento.
O objetivo deste projeto é contribuir com o SUS na ampliação da capacidade assistencial em transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas e no aprimoramento da gestão dos transplantes de células-tronco hematopoéticas por parte da Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes.


Métodos

Os casos serão encaminhados via regulação nacional através de formulário especifico do SNT e, selecionados de acordo com os critérios de inclusão e exclusão de cada protocolo.

  1. a) TCTH alogênico em pacientes com imunodeficiências primárias
  2. b) TCTH alogênico não-aparentado em pacientes pediátricos
  3. c) TCTH alogênico não aparentados em adultos e crianças com a utilização de alternativa imunossupressora (ciclofosfamida no pós-transplante - Ci-PT) para profilaxia de DECH em comparação a profilaxia convencional (com ATG)


Para a inclusão dos pacientes no projeto serão necessários os seguintes documentos:

  • Relatório de encaminhamento médico
  • Exames prévios
  • Cópia da carteira do SUS
  • Carta compromisso enviada pela instituição para onde o paciente irá retornar para a continuidade do tratamento após o transplante realizado.

Os pacientes transplantados serão acompanhados pelo projeto por 180 dias após a data do TCTH ou, até 31/12/2020, caso a data do TCTH seja inferior a 180 dias antes do final da vigência do projeto aprovado.
Consultoria aos Centros origem-destino dos pacientes transplantados.



Resultados

O projeto iniciou em 31 de agosto de 2018 e até setembro de 2019 foram transplantados 40 pacientes nos respectivos protocolos:

Protocolos

Transplantados

TCTH alogênico em pacientes com imunodeficiências primárias- vagas 25

16

TCTH alogênico não-aparentado em pacientes pediátricos- vagas 25

14

TCTH alogênico não aparentados em adultos e crianças com a utilização de alternativa imunossupressora  vagas 50

10

Protocolo de pesquisa clínica:

Título: Transplante de células hematopoéticas alogênico não-aparentado em doenças hematológicas malignas utilizando ciclofosmida no pós-transplante.

Investigador Principal: Andreza Alice Feitosa Ribeiro

Critérios De Elegibilidade: https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT03818334?term=ANDREZA&cntry=BR&rank=1 



Liderança
Nelson Hamerschlak - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Lattes

Equipe
Andreza Alice Feitosa Ribeiro- Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP – Lattes
Mariana Nassif Kerbauy- Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP –Lattes
Morgani Rodrigues - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP- Lattes
Juliana Folloni Fernandes - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP – Lattes
Mirele Vanesca Ferreira Santos  - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP  Lattes


Colaboração
Consultoria científica:
Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea - SBTMO
Center for lnternational Blood and Marrow Transplant Research (CIBMTR)


Amanda Alves Vidal – Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Fernanda Pahim Santos - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Gedivânia da Silva Pereira - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Renato Tanjoni - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Silvia Lefone Milan - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Tamires Prodocimo Cunha - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Kauê Kamia de Menezes - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
 
Centros colaboradores em todo território nacional, referenciando pacientes dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) para realização de TCTH.


Área Técnica
Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes (CGSNT)
Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)


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