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PROADI-SUS vai mapear comportamento e práticas sobre ISTs no Rio Grande do Sul

PROADI-SUS vai mapear comportamento e práticas sobre ISTs no Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul é o estado que mais tem casos de HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) no País. Dados da Secretaria Estadual da Saúde de 2019 indicam que a região apresenta a maior taxa de mortalidade por AIDS do Brasil, com nove óbitos por 100 mil habitantes, enquanto a média nacional é de 4,8 óbitos. Já a taxa de infecção de HIV em gestantes também é a maior, com 9,5 casos para cada mil nascidos vivos, contra 2,8 do indicador nacional, entre outros dados preocupantes. 

Para entender melhor este cenário, uma pesquisa inédita coordenada pelo Hospital Moinhos de Vento vai investigar 56 municípios da região para mapear o comportamento, as práticas e os cuidados que a população gaúcha mantém em relação às ISTs. A iniciativa acontece por meio do Projeto Atitude, do PROADI-SUS, em parceria com o Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul.

As equipes – compostas por pesquisadores e por um técnico de enfermagem – foram treinadas e estão identificadas com colete e crachá com foto. A expectativa é que o projeto entreviste 8,2 mil pessoas no Rio Grande do Sul durante os próximos meses. Os objetivos principais da iniciativa são ampliar a testagem da população gaúcha com relação às ISTs e compartilhar com a Secretaria Estadual de Saúde e o Ministério da Saúde subsídios que poderão embasar as políticas públicas de combate às ISTs/HIV-Aids na região.

Outro benefício é fortalecer o controle e vigilância epidemiológica de HIV/ AIDS, sífilis e hepatites virais no Rio Grande do Sul, como explica a epidemiologista e líder do projeto Eliana Wendland.  “A estratégia de ir até a casa das pessoas vai facilitar o acesso aos testes sorológicos. É importante a resposta à entrevista, pois permitirá identificar grupos de maior risco, servindo de subsídio para o desenvolvimento de estratégias de prevenção direcionadas a estas populações”, conclui.

Conhecendo como as pessoas se comportam e quais os seus conhecimentos em relação às ISTs e HIV, o projeto poderá trabalhar nas lacunas destes conhecimentos, aumentando de forma assertiva a conscientização das doenças e práticas de prevenção a fim reduzir os índices dessas doenças.

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