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17.11.2020 - Editado em 17.11.2020 - Compartilhar:
Estudo inédito do PROADI-SUS comprova eficácia de novo tratamento para doenças cardíacas

Uma pesquisa inédita, conduzida pelo HCor por meio do PROADI-SUS, foi publicada no The New England Journal of Medicine, principal periódico científico mundial, com evidências de uma nova opção de tratamento para pacientes com fibrilação atrial e doença cardíaca valvar, que são grupo de risco para acidente vascular cerebral (AVC) e infarto.

Trata-se do anticoagulante Rivaroxabana, que se mostrou ser tão eficaz e seguro quanto a atual medicação de referência, a Varfarina. Além de outra opção medicamentosa, as conclusões do estudo “River” proporcionam mais comodidade e qualidade de vida aos pacientes, uma vez que reduz as consultas de monitoramento e diminui o volume de medicamentos.

Metodologia da pesquisa e resultados:
Foram acompanhados 1.005 pacientes com doença valvar – que fazem uso de prótese biológica, com tecido de porco ou boi – e fibrilação atrial, de 49 centros médicos, em todo o Brasil.

O estudo dividiu os participantes aleatoriamente em dois diferentes grupos: o primeiro recebeu tratamento pelo Rivaroxabana. Já o segundo manteve o protocolo clínico padrão com Varfarina. Ambos foram acompanhados durante 12 meses para avaliação de possíveis óbitos, problemas cardiovasculares graves ou sangramentos sérios.

A pesquisa trouxe evidências científicas da não-inferioridade da Rivaroxabana em comparação à Varfarina. O Dr. Alexandre Biasi, superintendente do Instituto de Pesquisa do HCor (IP-HCor), explica que isso significa que a medicação pode ser utilizada como nova opção de tratamento.  “Estudos de não-inferioridade são desenvolvidos com o objetivo de determinar se um novo tratamento ou procedimento preserva a eficácia e segurança de outro”.

Os resultados do estudo são um feito inédito no segmento hospitalar e podem mudar o protocolo utilizado internacionalmente para tratar quem precisa da cirurgia de troca de valva para corrigir disfunções no coração.

 Além de ser executada pelo HCor em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do PROADI-SUS, a pesquisa também contou com a parceria da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) e a doação de medicamentos da farmacêutica Bayer.

 Sobre a fibrilação atrial e doença cardíaca valvar:
A fibrilação atrial é o tipo mais comum de arritmia cardíaca e causa a irregularidade das batidas do coração. Essa condição provoca má circulação sanguínea e os anticoagulantes são prescritos para evitar o risco de AVC e infarto.

Já a doença cardíaca valvar ocorre quando uma das quatro válvulas do coração não funciona normalmente. Por isso, o paciente passa por uma cirurgia, como para implantar uma válvula de metal ou biológica - de porco ou boi - fazendo assim que o fluxo do sangue siga na direção adequada.

Com o implante, o uso de anticoagulantes orais é indicado já que há um risco maior de trombose, que ocorre quando um coágulo (tronco) se forma em um vaso sanguíneo, que pode estar em uma veia ou em uma artéria, impedindo que a circulação flua de maneira correta, trazendo possíveis complicações para a saúde como infarto, AVC e embolia pulmonar.

Estudo inédito do PROADI-SUS comprova eficácia de novo tratamento para doenças cardíacas
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