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18.02.2021 - Editado em 18.02.2021 - Compartilhar:
Até onde se vai pela vida? Conheça a história do bebê transplantado pelo PROADI-SUS

O Brasil é o segundo país em números absolutos de doadores de órgãos no planeta, mas 40% do total de potenciais doações de órgãos não têm autorização das famílias, e outros 10% dessas doações são perdidas por falhas no manejo clínico do paciente em morte encefálica. Essa situação é ainda mais severa quando se leva em consideração os transplantes pediátricos, principalmente em meio a pandemia da COVID-19, na qual até setembro de 2020, mais de 1.120 crianças aguardavam por um transplante no país.

Visando dar apoio ao Sistema Único de Saúde, o Hospital Sírio Libanês, via PROADI-SUS, lidera o projeto Escola de Transplantes. E hoje compartilhamos a história de Paulo Victor, um bebê morador de Goiás contemplado com um novo órgão por meio de esforços da equipe do Hospital Sírio-Libanês, da Força Aérea Brasileira (FAB) e uma família de Brasília.

Com um ano de idade, Paulo foi diagnosticado com Síndrome de Budd-Chiari, uma condição clínica que resulta no mal funcionamento do fígado, e entrou para a Fila Nacional de Doação de Órgãos. Três meses após o diagnóstico, sua família recebeu a notícia de que havia um doador compatível: outro bebê, esse com apenas nove meses de idade, que possuía autorização de sua família para ser doador após morte encefálica.  

Para a cirurgia acontecer, a família  viajou para São Paulo, onde aguardavam pelo fígado que seria transplantado e a realização da cirurgia.

Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) foi disponibilizado e enviado para coletar o órgão em Brasília e transportá-lo até São Paulo. Na realização de transplantes, aviões da Força Aérea recebem prioridade na malha brasileira, ou seja, decolam primeiro, têm menor trajeto no tráfego aéreo e prioridade para pousar. Essa causa foi responsável por mobilizar diversas pessoas por todo o Brasil, dos profissionais de saúde dos hospitais envolvidos, às famílias do doador e transplantado e a FAB, que se responsabilizou pela logística.

Para Meirielly Alves, mãe de Paulo, o transplante significou dar uma vida melhor para o bebê, como explica:

“Um fígado novo é uma bateria nova. Agora ele pode seguir uma vida nova, com muita saúde.”

Atualmente, o bebê se recupera bem da cirurgia e ainda é acompanhado em São Paulo. O transplante só foi um sucesso graças ao envolvimento de todas essas pessoas e instituições, que não mediram esforços e distâncias pela saúde e, acima de tudo, pela vida.

 

O que é Budd-Chiari?

A síndrome de Budd-Chiari é a obstrução do fluxo sanguíneo, que ocorre entre as veias hepáticas, localizadas acima do fígado e coração. Sua principal causa é a trombose, coágulos que preenchem as veias hepáticas, resultando no mal funcionamento do fígado e coração, uma vez que impede a irrigação desses órgãos.

 

Sobre a iniciativa:

O projeto Escola de Transplantes, do Hospital Sírio-Libanês, foca em pacientes pediátricos. A iniciativa ocorre por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), uma parceria entre cinco hospitais privados filantrópicos e o Ministério da Saúde, edá apoio em todas as etapas de execução do procedimento, realizando transplantes de fígado, reabilitações intestinais e intervenções cardíacas, além da qualificação de profissionais de saúde da rede pública para realização de procedimentos e assistência a pacientes já transplantados.

 

Referências:

  1.   Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) https://site.abto.org.br/en/
  2.   R7: Doar Vida : conheça a história de duas crianças que venceram a fila do transplante na pandemia - Notícias - R7 JR na TV
  3.    Instituto Brasileiro do Fígado (BRAFIG): Síndrome de Budd Chiari - Tudo Sobre Fígado (tudosobrefigado.com.br)
Até onde se vai pela vida? Conheça a história do bebê transplantado pelo PROADI-SUS
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