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19.04.2021 - Editado em 19.04.2021 - Compartilhar:
Projeto Saúde em Nossas Mãos salva 2.687 vidas e gera economia de R$ 354 milhões ao SUS em 36 meses

O Programa “Saúde em Nossas Mãos – Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil” encerrou seu primeiro triênio de atuação em dezembro de 2020, sendo responsável por evitar 7.674 casos de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), em 116 hospitais públicos do país, gerando ao Sistema Único de Saúde (SUS) uma economia de R$ 354 milhões em apenas três anos. 

Com meta inicial na redução de 50% do número de infeções adquiridas por pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), a iniciativa ultrapassou esse número, chegando na redução de 54% de casos dessas infecções em UTIs, salvando 2.687 vidas entre os anos de 2018 e 2020. A proposta da iniciativa é atuar na redução dos três principais tipos de IRAS: 

  • Infecção Primária da Corrente Sanguínea Associada a Cateter Venoso Central (IPCSL), que apresentou diminuição de 46%;
  • Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAV), que teve redução de redução de 52%;
  • Infecção do Trato Urinário Associada a Cateter Vesical (ITU-AC), que apresentou baixa de 68%;

A iniciativa é executada de maneira colaborativa entre cinco dos hospitais participantes do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), – Hospital Alemão Oswaldo Cruz, HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês –, em parceria com o Ministério da Saúde e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), sendo esses responsáveis por implementar práticas de prevenção à essas infecções no SUS.

Adriana Teixeira, diretora do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e Urgência, do Ministério da Saúde, acredita que o Saúde em Nossas Mãos é um sucesso e deve continuar. “O papel do Ministério da Saúde é oferecer oportunidades de crescimento aos hospitais do SUS. Por isso, apostamos na expertise dos hospitais do PROADI-SUS e em grandes projetos de saúde pública, que geram um legado duradouro para nossos cidadãos”.

E Claudia Garcia de Barros, coordenadora do projeto, enxerga a atuação do projeto como essencial na prevenção dessas infecções: “Muitas vezes o paciente que é hospitalizado para tratar uma doença acaba adquirindo outras no processo. Nosso maior desafio foi promover a mudança de cultura nas UTIs, a fim de torná-las ambientes mais seguros, onde todos buscam soluções para o melhor cuidado, evitando o dano na assistência”. 


Ações durante a pandemia de COVID-19:

Com a chegada da pandemia de COVID-19, os esforços do projeto foram voltados para educar os profissionais de saúde e prepará-los para enfrentar uma rotina ainda mais intensa nas UTIs.

Foram realizadas 29 Sessões de Aprendizagem Virtual (SAVs) sobre enfrentamento da pandemia, semanalmente, a partir de março de 2020. O projeto também promoveu 180 visitas técnicas virtuais, em que foram realizadas avaliações de casos, uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual), inserção de cateter, ventilação mecânica, abordagem de 25 temas relacionados aos planos de contingência adequação dos processos assistenciais nas UTIs e manejo clínico da infecção pelo SARS-CoV-2. 

Fora essas atividades, 38 hospitais receberam doações de EPIs, álcool em gel, notebooks e celulares. O projeto também distribuiu diversos materiais educativos com orientações sobre adequação de fluxos, uso de EPIs, entre outros temas solicitados pela linha de frente.

Projeto Saúde em Nossas Mãos salva 2.687 vidas e gera economia de R$ 354 milhões ao SUS em 36 meses
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