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06.05.2021 - Editado em 06.05.2021 - Compartilhar:
É essencial manter ativo o caráter social em nossas instituições

Bernardete Weber*

A filantropia significa, em seu sentido intrínseco, 'amor à humanidade'. No entanto, tal definição não comunica totalmente todo o potencial transformador que ela pode exercer em diferentes contextos.

Na área da saúde, a filantropia está intimamente ligada aos conceitos de investimento e desenvolvimento social. Segundo um levantamento realizado pelo FONIF, o Fórum Nacional de Entidades Filantrópicas, para cada R$ 1,00 investido pelo Estado no setor filantrópico da área da saúde, a contrapartida é de R$ 8,26, em média, em benefícios conferidos à população - ou seja, uma entrega oito vezes superior ao que é recebido¹. Isso demonstra a relevância da filantropia para a sociedade.

Como instituição que recebeu acolhida e possibilidades para desenvolvimento durante várias décadas no Brasil, o HCor é um dos hospitais que contribui para o aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde (SUS) em diversas frentes.

Desde 2009, somos parceiros estratégicos do Ministério da Saúde na condução de projetos que incorporam e transmitem conhecimento, inovação, boas práticas e auxiliam o SUS a fortalecer seus princípios de equidade, integralidade e universalidade.

Sendo um dos sistemas universais de saúde mais complexos, o SUS demanda soluções que levem em conta as diversidades regionais e amplas necessidades dos brasileiros. No HCor são desenvolvidos projetos que vão desde o diagnóstico situacional e implementação de metodologias de gestão para otimização de fluxos, recursos e tempo em instituições do SUS, até ensaios clínicos inéditos no mundo, pesquisas inovadoras para doenças com alta prevalência na população brasileira, apoio na qualificação de profissionais e realização de procedimentos de alta complexidade em regiões com inexistência de serviço médico especializado.

Uma das iniciativas que alia toda a expertise do HCor às necessidades urgentes do SUS está ajudando a combater um cenário alarmante no país - o enorme vazio assistencial na realização de cirurgias cardíacas infantis complexas. Nas regiões norte e nordeste, os índices chegam a 93,5% e 77,4%, respectivamente², e a cardiopatia congênita é considerada a segunda maior causa de mortalidade infantil no Brasil³. Tal cenário demanda uma ação coordenada na ampliação da oferta de cirurgias e acompanhamento de crianças com cardiopatias congênitas.

Como exemplo de iniciativa por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), o projeto Cardiofetal Congênito qualifica equipes multidisciplinares de hospitais em regiões remotas para realização desses procedimentos, oferece apoio no diagnóstico e tratamento de bebês com malformações cardíacas fetais e atendimento por telemedicina para acompanhamento pós-natal de crianças oriundas de diversas regiões do Brasil.

Em 2020 os hospitais integrantes do PROADI-SUS colaboraram fortemente no enfrentamento da pandemia da Covid-19 por meio da telemedicina, apoiando UTIs de hospitais públicos, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e pronto-socorros no manejo de pacientes com síndrome respiratória aguda.

Agora em 2021 demos início a um novo ciclo de três anos de parceria com o Ministério da Saúde no desenvolvimento de iniciativas que contribuam com as necessidades de âmbito federal, estadual e municipal, sobretudo em um período marcado por uma pandemia, que demanda recursos e ações estratégicas para todos os desafios propostos.

A filantropia na área da saúde merece ser mais bem compreendida pela sociedade, pois é uma das formas mais genuínas para o exercício da cidadania. Por meio de iniciativas como o PROADI-SUS, instituições como o HCor podem auxiliar na transformação da saúde no Brasil, posicionando o país nas vanguardas do conhecimento. O cuidado está no DNA de nossa instituição, que seguirá trabalhando diariamente para que todos os brasileiros tenham acesso à saúde de qualidade.


Referências:
https://fonif.org.br/noticias/nova-pesquisa-do-fonif-confirma-a-forca-da-filantropia-brasileira/ 
https://hospitais.proadi-sus.org.br/projetos/57/cardiofetal-congenito
https://g1.globo.com/globonews/noticia/2019/07/02/cardiopatia-congenita-e-a-2a-maior-causa-de-mortalidade-infantil-no-brasil.ghtml


*Bernardete Weber é superintendente de Responsabilidade Social do HCor

É essencial manter ativo o caráter social em nossas instituições
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