Lideranças e representantes do PROADI-SUS compartilham importantes resultados do programa no evento Medical Fair Brasil 2022

Lideranças e representantes do PROADI-SUS compartilham importantes resultados do programa no evento Medical Fair Brasil 2022 Lideranças e representantes do PROADI-SUS compartilham importantes resultados do programa no evento Medical Fair Brasil 2022

No dia 6 de maio, os líderes e representantes de projetos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) participaram da segunda reunião Conares de 2022 com o objetivo de demonstrar o impacto e o retorno para a sociedade proporcionados pelos projetos que executam para o sistema público de saúde. O encontro aconteceu durante a Feira Internacional de Artigos e Equipamentos Médicos, Hospitalares, de Laboratórios e Reabilitação – Medical Fair Brasil.

Saúde em Nossas Mãos

Com o objetivo de implementar diretrizes para prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) de 198 Hospitais Públicos em 24 meses, o projeto Saúde em Nossas Mãos foi um dos destaques do evento.

Para Cláudia Garcia de Barros, coordenadora do projeto, isto significa impactar 2.843  leitos de UTI adulto, além de 17 UTI pediátricas e 7 UTI neonatais, com as equipes trabalhando de forma colaborativa e com método para tornar os ambientes mais seguros  e reduzir as IRAS em 30%, num período de 24 meses. “Nosso maior desafio é promover a cultura da segurança nas UTIs,  onde todos buscam compartilhar soluções, em um ambiente de aprendizado, para prestar o melhor cuidado, evitando o dano na assistência”, afirma.  

No último triênio (2018-2020), foram evitados 7.634 casos de IRAS em 116 hospitais públicos do país, o que gerou uma redução de desperdício na ordem de R$354 milhões para o SUS. A iniciativa reduziu em 55% o número de infecções adquiridas por pacientes internados em UTI, nos três principais tipos de IRAS (IPCSL, PAV e ITU-AC),  salvando 2.687 vidas. 

Apoio à gestão de saúde: Rede Colaborativa e Regionalização

Dentre as parcerias entre o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e o PROADI-SUS, o projeto Rede Colaborativa é destaque de eficiência e capilaridade que reverbera nos municípios troca de experiências e um melhor fluxo de gestão. A iniciativa é do Ministério da Saúde e conduzida pelos hospitais Alemão Oswaldo Cruz e a BP - A Beneficência Portuguesa de SP, e teve início em 2017 com um total de 159 apoiadores atuando nas 438 regiões de saúde do país. Hoje, são 230 deles presentes no território e 26 coordenadores de apoio que levam informação aos 5.570 municípios brasileiros. 

No evento, o presidente do Conasems, Wilames Bezerra, ressaltou a importância da continuidade de ações e de políticas municipais/interfederativas já iniciadas em mandatos anteriores, garantindo a eficiência da gestão municipal do sistema público de saúde. “Por isso, a função do apoiador em oferecer suporte técnico e levar informação de forma ágil aos secretários é essencial, além de tirá-los da zona de conforto convidando-os a participar do planejamento estratégico”. “O processo de planejamento dos recursos deve ser ascendente, a partir das necessidades de saúde da população em cada região, com base no perfil epidemiológico, demográfico e socioeconômico, com definição das metas anuais de atenção integral à saúde e estimativa dos respectivos custos”, afirma Wilames. 

De acordo com o presidente do Cosems/PR e um dos participantes do encontro, Ivo Leonarchik, que vivencia o dia a dia de atuação dos apoiadores da iniciativa e comentou sobre a relevância da iniciativa. “Vivemos em uma realidade que, muitas vezes, enfrentamos dificuldades em conseguir repor gestores de saúde e técnicos qualificados e, para investir na formação desta pessoa, custa caro para o Estado. Por isso, este projeto é essencial para a atual estrutura de saúde, pois possibilita o desenvolvimento da gestão pública por meio de apoiadores empoderados e munidos de informação – o apoiador está ao lado do estado, atuando todos os dias para a sua melhora”, diz. 

De acordo com o Dante Gambardella, gerente executivo PROADI-SUS na BP, “em seu terceiro triênio, percebemos uma imensa evolução com relação à atuação da iniciativa e melhorias no âmbito da gestão pública de saúde. Há uma busca constante em encontrar soluções estratégicas para o direcionamento de investimentos nas áreas da saúde e os apoiadores do programa procuram provocar e estimular a discussão constantemente a fim de endereçar e implementar soluções conjuntas, que beneficie o usuário do sistema público. Nesse sentido, é importante destacar que as questões mais sérias a serem resolvidas acontecem por meio de ações intersetoriais. Essa é a grande riqueza do projeto Rede Colaborativa”. 

Já o projeto Regionalização, que atua em 24 estados brasileiros e o Distrito Federal, com exceção de São Paulo e Rio Grande do Sul, somando 4.426 municípios participantes, tem o objetivo de fortalecer a gestão estratégica tripartite do SUS para a implementação do processo de Planejamento Regional Integrado e sua governança. Seu primeiro ciclo de atuação ocorreu no triênio 2018-2020, conduzido pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz, quando participaram seis macrorregiões formadas por mais de 500 municípios localizados em sete estados brasileiros. Em 2021, passou a contar com a participação da BP – A Beneficência Portuguesa de SP – ambas fazem parte das seis instituições de excelência que compõem o PROADI- SUS.

Ana Paula Pinho, representante do PROADI-SUS e diretora-executiva de Responsabilidade Social do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), explica que a ausência de planejamento e de espaços de discussão que considerem as singularidades das Regiões de Saúde para a realização de ações otimizadas faz com que os recursos disponíveis sejam subutilizados tendo como fim resultados assistenciais que não condizem com as expectativas das políticas de saúde vigentes. “Nesse sentido, espera-se que, com a continuação do projeto, a gestão estratégica do SUS seja fortalecida no âmbito macrorregional, impactando positivamente no avanço do processo de regionalização da política de saúde brasileira”, explica. 



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